sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Que vontade de gritar

Ando de um lado para o outro. Sento no sofá para tentar acalmar, relaxar. Tenho a idéia de escrever alguma matéria para o blog. Mas antes, eu preciso de um chocolate, isso mesmo! Meu Deus! Acabo de me lembrar que tenho um trabalho para entregar na sexta. Sem contar com o médico que eu tenho que ir amanhã. Calma... Vamos voltar ao computador... Nossa! Mas já estou louca para chegar ao final da matéria que mal comecei a escrever. Que vontade de gritar...

Ansiedade, esse é o sentimento descrito para fato narrado acima. A sociedade é envolvida com esse sentimento. É um meio de defesa que cada um tem para reagir a uma situação, principalmente se essa lhe causa medo. Nesse mês de novembro, a revista Super Interessante tratou muito bem desse assunto. E o fato mais interessante que publicaram foi o a ansiedade estar presente desde a pré – história, quando no reino animal a ansiedade se definia como sobrevivência, no qual os mais preocupados conseguiam escapar de seus predadores. É muito natural que alguém, em algum momento tenha uma crise de ansiedade. Afinal, vivemos em um mudo que a informação não para. Que as preocupações só aumentam. A violência só espalha. A vida passa em uma rapidez, que o medo de não dar tempo disso ou aquilo reina.

Mas o que esse sentimento não pode fazer é tomar conta da gente. Se não acaba se transformando em uma doença psíquica, como o transtorno de ansiedade. Como esclarece a psicóloga Andrea Kairala, os transtornos de ansiedade trazem muito sofrimento, pois interferem diretamente na rotina diária do indivíduo e faz com ele tenha dificuldades para exercer coisas simples do dia a dia, como por exemplo, sair de casa, dirigir, ficar sozinho, estar em lugares públicos com outras pessoas, apresentar pensamentos ou comportamentos compulsivos ou ainda medos aparentemente inexplicáveis.

Não há uma forma de acabar com esse sentimento, mas há formas de como melhorar. Muita gente procura especialistas para se tratar, tomam remédios. Procuram fazer exercícios, coisas que aliviem a tensão, as relaxem. Mas um modo bem fácil e prático de se fazer é se cada pessoa tomar consciência do que isso pode se transformar e começar a encarar o problema de frente, ter pensamentos positivos e extravasar como já diz a música de Ivete Sangalo “ Extravasa libere jogo tudo no ar”.

Por Luciana Xavier

Última parada: 174

Divulgação



Até agora estou com a cabeça pesada. Com as imagens desse filme pairando na mente. Eu não sei mais o que pensar do mundo? O que está certo ou errado? Enxergo uma realidade dura demais, e alguns dos meus sonhos se tornaram fúteis demais. Isso me aconteceu depois que vi a longa- metragem brasileira “Última Parada: 174” que já está nos cinemas. Tinha visto há algum tempo atrás, o documentário que mostra as cenas reais, o “Ônibus 174” de José Padilha. Última Parada é a releitura do documentário, este que me chocou tão quanto.

Provavelmente, algumas pessoas se lembram do dia 12 de junho de 2000, o seqüestro do ônibus 174, um episódio marcante no Rio de Janeiro, no Brasil. O qual, na tentativa de um assalto, Sandro não se viu em outro caminho depois de ter sido cercado pela polícia, a não ser de deixar o resto dos passagaeiros e motorista descerem do ônibus e fazer alguns de reféns. Foi um dia todo de negociação com a polícia, para ter um final trágico.
No filme “Última Parada: 174”, do diretor Bruno Barreto, conta a história de vida de Sandro ( interpretado por Michel Gomes) antes de fazer o seqüestro do ônibus. A realidade que Sandro viveu na periferia e nas ruas do Rio: o abandono, a chantagem, a pobreza,as drogas, a chacina da candelária, a prisão, a falta de carinho e humanidade e, com isso ele aprendeu nesse mundo a viver assim. Com isso, ao ver o filme, você pode continuar com raiva de Sandro ou mudar de opinião, pois por trás disso tudo ele teve uma vida, que o levou a cometar tantos erros.

Um filme muito bem produzido, com cenas muito reais: as girias, o cenário, as atitudes,tudo. Que faz com que o expectador não pisque os olhos. O longa-metragem foi escolhido para concorrer a uma indicação no Oscar 2009 na categoria filme de língua estrangeira. E tomara que consiga, pois merece!
Por Luciana Xavier